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Minha doce e amarga profissão.

Eu sei até hoje do porquê ter me tornado professora: eu queria ajudar todo mundo. Aquele dom que se usa para o bem. Sabem? Algo que transcende a essência. Lecionar é ensinar e aprender constantemente.
Eu lembro quando eu estava no ensino médio e um professor arrogante de química dizia que quem não sabia o que fazer deveria fazer Letras porque era fácil. Ficava indagando como alguém poderia ser tão babaca a ponto de menosprezar todo um grupo de profissionais. A arrogância dele mexia comigo porque eu adorava estudar idiomas e odiava a aula dele. Eu não sabia se eu odiava química por causa da matéria mesmo ou por causa dele. Descobri, com o passar dos anos, que era por causa dele.
Quis o destino que eu acabasse cursando Letras. Não, não foi tão fácil quanto ele dizia, mas foi tão belo como eu imaginava. Pensei em Filosofia, Direito e até Turismo. Acabei por escolher juntar profissão com paixão. Pensei que tinha resolvido minha vida. Só pensei.
O começo como professora foi bom, nervoso…
Postagens recentes

Ao homem da minha vida.

Vejo meu pai como exemplo a ser seguido. Tanto por mim, quanto pelo cara com quem quero me casar (porém, acredito que seja mais fácil eu chegar ao patamar dele porque achar um cara como ele é muito difícil). 
Meu pai é um herói. Não digo isso por ser filha dele mas por saber de toda sua trajetória de vida, sua inteligência e sua bondade. Nascido no interior do Rio, veio para capital aos 17 anos na cara e na coragem. Aprendeu muita coisa só na força de vontade e, hoje em dia, não há nada que ele não saiba fazer. Como não admirar um cara assim? 
Se eu preciso pregar um quadro na parede, meu pai faz. Se preciso consertar minha televisão a cabo, ele conserta. Instalou meu ventilador de teto, ar condicionado, trocou meu chuveiro queimado, me deu carona para minhas provas de concurso. Sempre acreditou em mim e me apoiou em todos os momentos. Se preciso de apoio financeiro, ele me fornece. Apoio moral? Também. Mas, com toda certeza, o melhor apoio de todos são os conselhos que ele me dá sobre…

Que belo estranho dia.

Dia 12/07, dia estranho. Ok. Talvez seja a tpm, a lua ou sei lá o quê, mas ontem foi um dia muito estranho. Eu comecei a questionar muito das opiniões nas quais acredito. E quando a gente começa a questionar, a gente começa a crescer. Até que ponto eu estou certa? 
Lula foi condenado, vai responder em liberdade, mas foi condenado. Ok. Eu achei que quando esse dia chegasse, eu ficaria feliz. Finalmente, houve justiça. Mas e os outros? Não que eu queira vê-lo em liberdade. Longe disso. Mas estamos vivendo uma crise política e moral tão grande que a prisão de um dos cabeças do movimento não significa muita coisa. Ainda há muito o que arrumar. O que adiantou eu esbravejar em redes sociais, brigar com amigos, discutir com a família? Meu salário continua atrasado, meu estado continua em uma crise seletiva em que muitos estão com defasagem de quatro meses de salário enquanto outros estão com o pagamento em dia. Pessoal está passando fome. Fome. Vocês sabem o que é isso? Não há discussão polít…

Da janela do ônibus.

Da janela do ônibus, vejo janelas de casas. Sempre gostei desse momento, imaginar como é a vida daquelas pessoas somente pelos objetos de suas salas, quartos, cozinhas que eu conseguia captar pelos segundos que o ônibus passava por suas casas. Seriam pessoas felizes? Satisfeitas? Sonhadoras?
Volto o olhar para dentro do ônibus. Tem uma senhora comendo um lanche do Habib's. Cheiro forte toma conta do lugar. O ar condicionado ligado não permite que ela abra a janela para o cheiro se esvair pelas ruas. Me distraio com o ambiente do lado de fora novamente. A Avenida Brasil e todas as suas histórias prontas para serem interpretadas.
Depois de um tempo, o cheiro da esfirra se vai e dá lugar para um perfume conhecido. Alguém entrou com o Nina da Nina Ricci. Lembro do meu aniversário de 2010, o primeiro em Porto Alegre, a segunda vez que eu viajei para lá. Nossa! Quanto tempo passou, quantas coisas mudaram desde então. Olha eu aqui, novamente, no Rio.
Começo a recordar dos bons momentos …

O frio.

O frio tem uma poesia a parte. 
Abro os olhos, são 5h da manhã. Odeio acordar cedo. Preciso de um tempo sozinha, refletindo se vale a pena sair da cama quentinha e encarar os 3°C de Canoas. Sim, vale a pena. Fui eu que escolhi essa vida. Esquento a água, tomo o chá. Queria um chimarrão, mas não dá tempo. De manhã, sou lenta. Fazer qualquer coisa se não da rotina me atrasaria. Tomo meu banho quente, me arrumo e vou. Torcendo para que tenha roda de chimarrão na escola. 
Chego ao ponto do ônibus ainda na madrugada escura, uma chuva fina insiste em passar pelo meu casaco potente que nunca seria usado no Rio de Janeiro. Sentada, sozinha, coloco Jonny Lang para ouvir, os acordes de guitarra e a voz doce dele me acalmam. Melancolia, chuva, frio, um conjunto de sensações que me dão um prazer inexplicável. O dia vai amanhecendo diante dos meus olhos. O ônibus chega, dou bom dia ao motorista, ao trocador e aos poucos passageiros que ali estão. 
Escola. Roda de chimarrão. Sim, sou uma das mais …

A arte de fazer nada.

Hoje, eu tinha alguns planos, a dor de cabeça não deixou que eu os realizasse. Despeço-me do namorado que vai trabalhar e volto para cama. Minha gata sonha lindamente. Gatos sonham? Espero que sim, espero que ela tenha sonhos bons. Tenho que responder uma mensagem da amiga, mas acabo fechando os olhos e me entrego ao sono. Acordo com minha gata me pedindo comida, levanto, coloco a comida dela e observo o quão lindo aquele momento simples pode ser. Ligo a televisão para ver as notícias, carnaval e futebol ainda são os assuntos do momento. Achei que o ano começaria hoje. A dor de cabeça ainda está aqui. Deito com a gata que fica ronronando e pedindo atenção. Largo o celular, desligo a televisão e acaricio a cabeça dela. Ela dorme. Vários pensamentos vêm à minha mente e acabo me desconectando da realidade. Preciso levantar e agir. Preciso? Comida feita, louça lavada, roupa limpa, casa organizada. Por que temos essa necessidade de estar sempre em movimento? Me permiti um tempo com a gata…

Relaxa, é passeio.

Quem conhece a cidade do Rio de Janeiro sabe o quão grande ela é. Eis que moro distante do centro e para chegar na hora marcada de um trabalho em grupo que eu tinha que cumprir, acordei de madrugada. Cheguei antes da hora, mas tive que esperar um ser daqueles que não tem consideração ao próximo chegar atrasado. Enquanto o amigo dele, percebendo meu estresse pelo atraso, vira para mim e diz: "relaxa, é passeio". Quando você está estressada, a última coisa que você quer escutar de alguém é conselho para relaxar...
A questão é que ele não estava de um todo errado. Excluindo o contexto, a frase em si é um grande conselho para a vida. Esta que realmente é um passeio onde o destino uns dizem ser o céu, o paraíso, o umbral, inferno, nada... Dependendo de seu comportamento e de suas crenças, o destino final varia. Mas todos concordamos que a vida é sim um passeio e não há conselho melhor do que relaxar e aproveitar o agora. Pois, o único momento verdadeiro que temos é ele mesmo, o …